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ai·tools·software-engineering·6 min de leitura

Conductor: orquestrando vários agentes de IA no Mac sem virar bagunça

Minha experiência usando o Conductor para rodar Claude Code e Codex em paralelo em workspaces isolados, com git worktree, diff viewer e merge sem precisar abrir o GitHub.

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Conductor: orquestrando vários agentes de IA no Mac sem virar bagunça

Faz algumas semanas que adotei o Conductor como hub para rodar agentes de IA no Mac. Inclusive, este post está sendo escrito dentro de um workspace do Conductor.

Em uma frase: é o app que faltava para parar de brigar com git worktree, tmux e cinco janelas do terminal toda vez que eu quero ter Claude Code, Codex e outros agentes trabalhando em paralelo.

O problema antes do Conductor

Quando você começa a usar agentes de IA de forma séria, esbarra rápido em dois limites:

  1. Um agente, um repositório, um terminal — se você quer rodar duas tarefas ao mesmo tempo, elas brigam pelo mesmo working tree.
  2. Contexto fragmentado — cada janela tem seu próprio estado, suas próprias dependências instaladas, seu próprio .env.

A solução manual existe: criar um git worktree por tarefa, instalar deps em cada um, abrir o editor certo apontado pro diretório certo. Funciona. Mas é fricção suficiente para você desistir e voltar a fazer tudo em série.

O que o Conductor resolve

O Conductor é um app nativo para macOS que pega essa orquestração toda e esconde atrás de uma UI limpa. Cada "workspace" é um git worktree real do seu repositório, com seu próprio agente rodando em isolamento.

Você vê todos os workspaces lado a lado, sabe em qual cada agente está trabalhando, revisa o diff e mescla — tudo sem sair do app.

As features que mais uso no dia a dia

Listo o que de fato mudou meu workflow:

  • Workspaces paralelos isolados — Claude Code, Codex e outros agentes rodando ao mesmo tempo, cada um no seu worktree. Sem conflito de branch, sem git stash desesperado.
  • Git worktree automático — quando você clica em "+ New workspace", o Conductor já cria um worktree novo a partir da branch main atualizada. Zero comando manual.
  • Diff viewer integrado — você revisa as mudanças do agente direto no app, com a mesma qualidade de revisão que faria em um PR.
  • Abrir e mesclar PR sem ir pro GitHub — botão "Open PR", botão "Merge". Para tarefas pequenas, isso economiza muito clique e quebra de fluxo.
  • Guard de conflito no merge — se houver conflito com a main, o Conductor te bloqueia de mesclar e mostra o motivo. Você não consegue criar lixo no histórico por descuido.
  • Checks visíveis no workspace — CI status aparece junto do diff, então você decide com informação completa.
  • Archive limpo — terminou a tarefa, mesclou o PR, clica em archive e o Conductor remove o worktree para você. Sem rm -rf errado.
  • Pasta .context por workspace — gitignored, ideal para arquivos de coordenação entre agentes (planos, anotações, attachments) sem poluir o repositório.
  • Suporte multi-agente — não é um wrapper só de Claude Code. Roda Codex e outros agentes em paralelo no mesmo projeto, então você compara abordagens.

O que mudou no meu workflow

Antes, eu tinha medo de iniciar uma segunda tarefa enquanto a primeira ainda estava rodando. Hoje é o oposto: enquanto o Claude Code aqui está terminando este post, em outro workspace tem um Codex resolvendo uma issue de UI, e em um terceiro tem outro Claude refatorando um script de build.

Quando um termina, eu reviso o diff, mesclo o PR, faço archive e abro um workspace novo no +. Branch nova, main atualizada, pronto para a próxima tarefa.

Concretamente: enquanto escrevia este texto, eu tinha dois workspaces ativos no mesmo repositório — um com este post (+180 linhas) e outro com a integração do Lenis smooth scroll (+262 linhas). Dois PRs criados e processados em paralelo, no mesmo intervalo de tempo em que eu antes resolveria uma tarefa só.

A sensação que fica é a que o pessoal do Conductor descreve na home: "feels like going from typing with two fingers to having eight arms". Não é exagero — é exatamente isso.

O fluxo de PR é o grande destaque

Entre todas as features, a que mais me ganhou foi o ciclo de revisar → abrir PR → mesclar → arquivar, todo dentro do app:

  1. O agente termina a tarefa no workspace.
  2. Você abre o diff no Conductor — e o diff é, sinceramente, muito bom. Lê melhor que em vários clientes desktop.
  3. Clica em "Open PR". O PR vai para o GitHub, com o título e o corpo já preenchidos.
  4. Se a tarefa estiver limpa, clica em "Merge" e pronto.
  5. Se houver conflito com a main, o Conductor te bloqueia o merge e te avisa — então você não mescla porcaria por descuido.
  6. Depois do merge, archive deleta o worktree.
  7. No "+ New workspace", o próximo já vem com a main recém-atualizada, incluindo o que você acabou de mesclar.

O resultado é que você praticamente não precisa abrir o GitHub no navegador. A entrega vira um loop fechado no próprio Conductor, e isso muda muito a sensação de fluidez no dia a dia.

O que falta (wishlist)

Se eu pudesse pedir uma feature ao time do Conductor, seria a liberdade de plugar o meu coding agent preferido do momento: o pi.dev.

No pi.dev eu uso o cmux terminal, o que ajuda bastante a coordenar sessões — mas a experiência aqui no Conductor continua sendo muito melhor para o ciclo completo de workspace → diff → PR → archive.

Suporte nativo a pi.dev dentro do Conductor seria o combo perfeito. Vamos ver as cenas dos próximos capítulos.

Quando faz sentido adotar

Se você já trabalha com Claude Code ou Codex e percebe que está limitado a uma tarefa por vez, o Conductor paga o ticket de entrada rapidamente. Se você ainda está aprendendo agentes, talvez seja melhor dominar o básico antes — orquestrar três agentes errados em paralelo só multiplica o caos.

Para um overview oficial, vale ver:

Fechando

Ferramenta boa é a que some na sua frente. O Conductor faz isso com a parte chata de git worktree + multi-agente, e deixa você no que importa: revisar o trabalho dos agentes e tomar decisão.

Para quem está construindo com IA como prática diária, não como brinquedo, vale a experimentada.

Thiago Marinho

17 de maio de 2026 · Brazil