A nova identidade visual do meu website e blog: Minimalismo Futurista + IA Agentic
O racional por trás do redesign: paleta, tipografia, componentes visuais e decisões técnicas para criar um site mais autoral, moderno e vivo.

Se você acompanha meu trabalho há um tempo, provavelmente percebeu que o site mudou bastante.
Não foi apenas um refresh visual. Foi uma mudança de linguagem.
Eu queria que o website e o blog comunicassem com mais precisão o momento atual da minha carreira: AI Product Engineer, construção de produtos com agentes, e uma mistura de engenharia pragmática com visão de produto.
O resultado foi uma direção que chamei de:
Minimalismo Futurista + IA Agentic
O problema que eu queria resolver
A versão anterior funcionava bem em conteúdo e estrutura, mas ainda passava uma sensação de tema técnico "limpo" demais, sem identidade forte.
Em outras palavras:
- boa base funcional;
- pouca assinatura visual;
- baixa percepção de "sistema vivo";
- contraste fraco entre camada institucional e camada editorial.
Eu não queria cair no visual genérico de landing page SaaS.
Também não queria fazer algo só "bonito" que piorasse leitura, performance ou manutenção.
A direção visual em uma frase
Dark theatre + technical density + editorial soul.
Essa frase guiou quase todas as decisões:
- dark theatre: fundo rico, profundo, com halos e atmosfera;
- technical density: sinais de sistema (mono uppercase, status pills, telemetry);
- editorial soul: leitura longa com ritmo tipográfico de publicação.
Paleta: menos cores, mais intenção
A base ficou no espectro escuro com acentos elétricos.
#05060acomo canvas principal;- ciano elétrico (
#22d3ee) como cor de ação; - magenta suave (
#d946ef) como contraponto; - bordas com opacidade baixa para manter sofisticação.
A regra que mais ajudou: uma palavra de destaque por headline.
Quando tudo brilha, nada brilha.
Tipografia: duas vozes no mesmo sistema
Outra decisão importante foi separar papéis tipográficos:
- Geist para UI e corpo de interface;
- Manrope para títulos e chamadas;
- JetBrains Mono para metadados e linguagem "de sistema";
- Fraunces + Source Serif 4 para leitura longa dentro dos posts.
Essa combinação cria duas vozes complementares:
- a voz futurista/técnica do produto;
- a voz editorial/reflexiva do conteúdo.
Componentes que definem a nova estética
O redesign ganhou primitivos visuais reutilizáveis que viram vocabulário comum. O hero da home evoluiu depois da primeira versão: em vez de um único liquid orb como peça central, a coluna direita virou um morph de retrato—três renders com fundo transparente em ciclo vai‑e‑volta (human → hybrid → agent). Cada troca repete um “materialize” suave de cima para baixo, uma linha de costura neon e um chip HUD em mono (MODE · human / MODE · hybrid / MODE · agent). O frame hybrid é o centro emocional da narrativa: ainda humano, já aumentado.
Os três frames exportados para o morph (mesma iluminação, gradação crescente entre humano, híbrido e agente):
MODE · human | MODE · hybrid | MODE · agent |
|---|---|---|
![]() | ![]() | ![]() |
Em volta desse foco e no restante da página:
- Particle Field (
Canvas2D) para sensação de fluxo e rede; - Buraco negro decorativo (desktop), ancorado perto do headline como um poço de gravidade cósmica;
- Lançamento de foguete (desktop), um passe vertical periódico pela viewport;
- Glow Card com spotlight seguindo o cursor;
- Cursor Aurora com halo global suave.
Um anel cônico em órbita continua atrás da pilha de retratos—mais leve que o orb isolado antigo, mas na mesma linguagem ciano/magenta.
Mais do que efeitos, isso é vocabulário. Qualquer seção nova que componha esses blocos já “fala” a linguagem do site.
Blog: contraste intencional entre interface e leitura
No blog, eu busquei um equilíbrio:
- index com grid assimétrico e cards com profundidade;
- artigo com coluna de leitura confortável;
- tipografia editorial com mais respiro;
- drop-cap no primeiro parágrafo;
- metadados discretos em mono para manter consistência com o resto do sistema.
Esse contraste foi proposital: a navegação parece uma interface viva; o texto parece uma publicação.
Engenharia por trás do visual
O redesign foi pensado para manter previsibilidade técnica:
- sem dependência pesada de 3D;
- animações suaves e controladas;
- respeito a
prefers-reduced-motion; - estrutura componentizada para evoluir sem retrabalho.
Grande parte da identidade veio de CSS, SVG e Canvas2D, sem comprometer o tempo de carregamento.
O que melhorou na prática
Depois da mudança, os ganhos mais claros foram:
- percepção de marca mais forte;
- narrativa visual mais alinhada com IA e engenharia;
- melhor separação entre "site institucional" e "experiência de leitura";
- consistência maior entre páginas (
/about,/projects,/contact,/community,/cv); - base visual reaproveitável para próximas evoluções.
O que vem na próxima iteração
Ainda quero evoluir:
- imagens Open Graph mais alinhadas ao novo sistema (e aos modos do retrato);
- refinamentos de microinteração em mobile;
- ajustes contínuos de tipografia e ritmo editorial.
Mas o principal já aconteceu:
o site deixou de ser apenas um lugar para publicar conteúdo e virou um produto de identidade.
Se você também está redesenhando seu espaço digital, minha dica é simples:
comece menos pela estética da moda e mais por uma pergunta de posicionamento:
"Que tipo de profissional esse site precisa parecer, antes mesmo de alguém ler meu texto?"
— escrito por Thiago Marinho
7 de maio de 2026 · Brazil


